quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Portugal nos "tops" do "e-government" europeu


Num ano, Portugal avançou vários degraus no governo electrónico.


Portugal está nos primeiros lugares do ranking europeu de e-government
, o acesso a serviços do governo através da internet.

São dois os critérios que estabelecem o ranking: a disponibilidade dos serviços públicos on line e a sofisticação desses mesmos serviços.

Por exemplo, se permitem interactividade com o cidadão.

- No item da disponibilidade, Portugal encontra-se no terceiro lugar, só ultrapassado pela Áustria (o primeiro) e Malta. A Eslovénia está na quarta posição e a Alemanha na sétima. A Finlândia, país sobejamente usado como paradigma de desenvolvimento, é relegado para o 12.º lugar.

- Quanto à sofisticação, Portugal consegue um quarto lugar. No topo está a Áustria, seguindo-se a Eslovénia e Malta. A "gigante" Alemanha fica-se no 9.ª lugar.

- A performance de Portugal tem vindo a melhorar. Há dois anos, na componente disponibilidade, estava no 14.º lugar; o ano passado chegou ao 10.º e agora consegue o terceiro.

- Quanto à sofisticação, a subida também foi brutal: 13.º em 2005, 11.º no ano passado e agora o 4.º. Ontem, em Lisboa, a coordenadora do projecto de investigação do governo electrónico na Europa, a sueca Madeleine Siosteen-Thiel, afirmou a necessidade de haver uma maior cooperação entre países nos projectos de investigação.


(Diário Noticias de 20-09-2007)

1 comentário:

Luis Vidigal disse...

A imagem que ilustra este post levou-me a comentar o atraso de 20 anos nos serviços de cidadania no que se refere à informação jurídica em Portugal
Desde 1997 que estamos à espera que se concretizem as medidas de classificação da informação do sector público, propostas no Livro Verde para a Sociedade de Informação (cidadania, desenvolvimento sustentado e valor acrescentado) e que se aumente o grau de digitalização dos activos informacionais do Estado.
Recentemente, e a título de exemplo, assistimos a um retrocesso de mais de 20 anos na disponibilização de informação de cidadania aos portugueses, com a fusão do Digesto ao Diário da República Electrónico e a consequente suspensão da pesquisa em texto livre a toda a legislação portuguesa, que estava disponível gratuitamente no Digesto desde 1986, nomeadamente na sua primeira versão denominada Infojur. Agora só se pode aceder gratuitamente aos textos legais, se soubermos com exactidão os números e datas dos diplomas, o que não pode ser propriamente considerada “Informação de Cidadania”, nem tão pouco um “Serviço Público Universal e Gratuito” como vem sendo anunciado na página de acolhimento da INCM.
Quando estamos prestes a comemorar os 10 anos da publicação do Livro Verde para a Sociedade da Informação e 20 anos do Infojur / Digesto, é triste que, a pretexto de uma pretensa sustentabilidade financeira de uma empresa pública que sofre com a substituição do papel pelos bits, se afaste o grande público de aceder à informação básica de um país - A legislação
Paradoxo
Para pesquisarmos gratuitamente a legislação de que precisamos, temos de saber à partida quais as referências exactas dos diplomas a aceder
- Será isto Cidadania?