domingo, 23 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Cartão de Cidadão
Vou deixar neste lugar uma ligação que acho deveras oportuna acerca do novo Cartão de Identificação de Cidadão, mais conhecido entre nós pelo cinco em um.
Visitem o sitio e vejam o video com atenção para as performances que se encontram já disponiveis.
http://www.cartaodecidadao.pt/cartao_2007.html
Cumprimentos
Posted by Antonio Jose Pereira
Visitem o sitio e vejam o video com atenção para as performances que se encontram já disponiveis.
http://www.cartaodecidadao.pt/cartao_2007.html
Cumprimentos
Posted by Antonio Jose Pereira
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
domingo, 9 de dezembro de 2007
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
A Influência dos SI e das TI no processo de actuação da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos.
A dado passo da explanação da matéria da aula do passado dia 28 de Novembro, a propósito das organizações amadurecidas e imaturas, da governança organizacional, das boas práticas e das normas de certificação das organizações, lembrei-me do artigo de opinião de Manuel Falcão publicado no jornal "Meia Hora", de 28 de Novembro último.
Em síntese, alude Manuel Falcão nesse texto ao estudo da Provedoria de Justiça sobre o funcionamento da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos, onde foram detectados abusos no congelamento de contas bancárias em resultado de penhoras fiscais, de penhoras de vencimentos e ordenados que ultrapassam os limites previstos na lei, erros no cálculo de juros de mora, cativação de reembolsos de IRS sem que estejam esgotados os meios de defesa dos contribuintes, penhoras realizadas depois de ultrapassados os prazos de prescrição, etc..
Insurge-se o jornalista contra aquilo que considera ser uma falta sistemática de respeito pelo direito de defesa dos contribuintes, num abuso de autoridade e actuações ilegais por parte da organização fiscal, e clama pelo apuramento de responsabilidades políticas por esta forma de actuação do Serviço Público. Desde o Ministro das Finanças, passando pelo Secretário de Estado, o 1º Ministro, o Presidente da República, os Srs. Deputados da Assembleia da República e, em último caso -num registo já mais irónico- apela que a ASAE entre em campo para uma inspecção à DGI, de colete anti-bala e tudo, se for preciso!
Compreendendo a justa fúria do autor do texto, gostaria contudo de "virar-me" sobretudo para o lado da organização e, nesse sentido, tentar enquadrar a situação naquilo que foi dito na aula.
O desenvolvimento do processo histórico mais recente da máquina fiscal no nosso país é conhecido e todos se lembram de como ela funcionava ainda há alguns anos atrás: uma estrutura meramente reactiva, onde quem nada declarasse tinha a chance de nunca ser apanhado, em que a papelada se amontoava em pilhas em cima das secretárias dos funcionários de onde se ia tirando uns processos de forma aleatória ou quando surgia algum problema com esse contribuinte, sendo recorrentes situações de ausência de pagamento de impostos por alguns sectores da sociedade, mais perspicazes sobre o esquema de funcionamento da máquina fiscal e da maneira como era possível fugir ao pagamento ou, então, situações de prescrição motivadas pela própria burocracia da máquina fiscal, onde cada repartição funcionava como se fosse uma ilha, sobre si própria, "auto-alimentando-se" e auto-justificando a sua própria existência, sem partilhar e cruzar a informação com os outros parceiros da organização (leia-se as outras dezenas de repartições de finanças espalhadas pelo país).
Com a introdução maciça de Sistemas e Tecnologias de Informação na organização e, sobretudo, começando a alargar essa malha, essa rede, conectando-a de repartição a repartição -numa linguagem figurada diria ligando, como se fosse com extensões eléctricas, repartição a repartição, fazendo passar essa "energia" (a informação) de umas para as outras- passou a ser possível obter e partilhar a informação disponível sobre cada contribuinte de forma instantânea, em qualquer ponto onde haja uma repartição de finanças, permitindo desse modo melhorar substancialmente os padrões de efectividade da organização.
E aqui chego ao ponto que me interessa e que se relaciona com a matéria dada na aula:
Aquilo que me parece resultar da situação descrita por Manuel Falcão e que terá sido detectada pelo estudo da Provedoria de Justiça (vendo do lado de fora, já que não possuo outros dados) é que a organização, ao contrário do que sucedia no passado, agora detém um manancial de informação fantástico sobre os contribuintes, só que não a gere da forma mais conveniente, ou gere-a de forma pouco cautelosa ou então, em último caso, actua assim por pressões de ordem política porque é necessário, a todo o custo, obter receita para equilibrar o Orçamento e cumprir as orientações da UE.
Ora havendo já um sistema, com dados e tecnologia suficientes, bem como recursos humanos com um nível de preparação adequada (ou seja, recursos em TI), importa cuidar da redução das situações que têm impacto negativo no funcionamneto da organização e que podem minar a confiabilidade dos cidadãos na sua actuação.
Isto é, desenhada uma arquitectura visando a operacionabilidade do sistema, feita a certamente difícil tarefa de arrumar a casa, desobstruíndo caminhos e canais de informação, promovendo a interoperabilidade dos serviços, importa evitar alguns dos problemas característicos das organizações imaturas:
- Há incêndio? então vamos lá apagá-lo!
- Enganámo-nos? Não há problema, voltamos atrás e emendamos (re-trabalho, com aumento de custos e desgaste não só da máquina, como também da imagem da organização, o que nos dias de hoje é crucial).
Importa assim implementar processos de acompanhamento, de revisão, de teste dos sistemas, monitorizando os resultados produzidos e estar atento ao feedback dos clientes. Diria que, se a organização estivesse envolvida num processo da Norma ITIL v3, estaria na fase 2 (Service Operation).
Se há problemas de gestão do sistema, porque não enveredar por alguns dos 7 Re?
Porque não Repensar, Resequenciar, Refazer, Reconfigurar, todo o sistema?
Porque não "descongelar", introduzir as mudanças necessárias, e voltar a "congelar"?
Em síntese, há que reduzir a incerteza e o cepticismo dos cidadãos no funcionamento da organização, mudando o que possa estar mal e desse modo aumentar os níveis de aceitação, de confiança e respeitabilidade da organização junto dos cidadãos.
Cascais, 6 de Dezembro de 2007
António Marciano
Em síntese, alude Manuel Falcão nesse texto ao estudo da Provedoria de Justiça sobre o funcionamento da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos, onde foram detectados abusos no congelamento de contas bancárias em resultado de penhoras fiscais, de penhoras de vencimentos e ordenados que ultrapassam os limites previstos na lei, erros no cálculo de juros de mora, cativação de reembolsos de IRS sem que estejam esgotados os meios de defesa dos contribuintes, penhoras realizadas depois de ultrapassados os prazos de prescrição, etc..
Insurge-se o jornalista contra aquilo que considera ser uma falta sistemática de respeito pelo direito de defesa dos contribuintes, num abuso de autoridade e actuações ilegais por parte da organização fiscal, e clama pelo apuramento de responsabilidades políticas por esta forma de actuação do Serviço Público. Desde o Ministro das Finanças, passando pelo Secretário de Estado, o 1º Ministro, o Presidente da República, os Srs. Deputados da Assembleia da República e, em último caso -num registo já mais irónico- apela que a ASAE entre em campo para uma inspecção à DGI, de colete anti-bala e tudo, se for preciso!
Compreendendo a justa fúria do autor do texto, gostaria contudo de "virar-me" sobretudo para o lado da organização e, nesse sentido, tentar enquadrar a situação naquilo que foi dito na aula.
O desenvolvimento do processo histórico mais recente da máquina fiscal no nosso país é conhecido e todos se lembram de como ela funcionava ainda há alguns anos atrás: uma estrutura meramente reactiva, onde quem nada declarasse tinha a chance de nunca ser apanhado, em que a papelada se amontoava em pilhas em cima das secretárias dos funcionários de onde se ia tirando uns processos de forma aleatória ou quando surgia algum problema com esse contribuinte, sendo recorrentes situações de ausência de pagamento de impostos por alguns sectores da sociedade, mais perspicazes sobre o esquema de funcionamento da máquina fiscal e da maneira como era possível fugir ao pagamento ou, então, situações de prescrição motivadas pela própria burocracia da máquina fiscal, onde cada repartição funcionava como se fosse uma ilha, sobre si própria, "auto-alimentando-se" e auto-justificando a sua própria existência, sem partilhar e cruzar a informação com os outros parceiros da organização (leia-se as outras dezenas de repartições de finanças espalhadas pelo país).
Com a introdução maciça de Sistemas e Tecnologias de Informação na organização e, sobretudo, começando a alargar essa malha, essa rede, conectando-a de repartição a repartição -numa linguagem figurada diria ligando, como se fosse com extensões eléctricas, repartição a repartição, fazendo passar essa "energia" (a informação) de umas para as outras- passou a ser possível obter e partilhar a informação disponível sobre cada contribuinte de forma instantânea, em qualquer ponto onde haja uma repartição de finanças, permitindo desse modo melhorar substancialmente os padrões de efectividade da organização.
E aqui chego ao ponto que me interessa e que se relaciona com a matéria dada na aula:
Aquilo que me parece resultar da situação descrita por Manuel Falcão e que terá sido detectada pelo estudo da Provedoria de Justiça (vendo do lado de fora, já que não possuo outros dados) é que a organização, ao contrário do que sucedia no passado, agora detém um manancial de informação fantástico sobre os contribuintes, só que não a gere da forma mais conveniente, ou gere-a de forma pouco cautelosa ou então, em último caso, actua assim por pressões de ordem política porque é necessário, a todo o custo, obter receita para equilibrar o Orçamento e cumprir as orientações da UE.
Ora havendo já um sistema, com dados e tecnologia suficientes, bem como recursos humanos com um nível de preparação adequada (ou seja, recursos em TI), importa cuidar da redução das situações que têm impacto negativo no funcionamneto da organização e que podem minar a confiabilidade dos cidadãos na sua actuação.
Isto é, desenhada uma arquitectura visando a operacionabilidade do sistema, feita a certamente difícil tarefa de arrumar a casa, desobstruíndo caminhos e canais de informação, promovendo a interoperabilidade dos serviços, importa evitar alguns dos problemas característicos das organizações imaturas:
- Há incêndio? então vamos lá apagá-lo!
- Enganámo-nos? Não há problema, voltamos atrás e emendamos (re-trabalho, com aumento de custos e desgaste não só da máquina, como também da imagem da organização, o que nos dias de hoje é crucial).
Importa assim implementar processos de acompanhamento, de revisão, de teste dos sistemas, monitorizando os resultados produzidos e estar atento ao feedback dos clientes. Diria que, se a organização estivesse envolvida num processo da Norma ITIL v3, estaria na fase 2 (Service Operation).
Se há problemas de gestão do sistema, porque não enveredar por alguns dos 7 Re?
Porque não Repensar, Resequenciar, Refazer, Reconfigurar, todo o sistema?
Porque não "descongelar", introduzir as mudanças necessárias, e voltar a "congelar"?
Em síntese, há que reduzir a incerteza e o cepticismo dos cidadãos no funcionamento da organização, mudando o que possa estar mal e desse modo aumentar os níveis de aceitação, de confiança e respeitabilidade da organização junto dos cidadãos.
Cascais, 6 de Dezembro de 2007
António Marciano
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
A Administração Dentro de Casa
Inovação e Tecnologia – Os Desafios de Portugal
Destacável Jornal de Noticias 1000 + Rentáveis
Passo a publicidade ao JN para propor a leitura do seu Destacável (Edição de 05.12), em particular do artigo “A Administração Dentro de Casa” sobre Novas Tecnologias ao Serviço da Administração Publica.
Pena é que um Destacável desta natureza e tema não se encontre on-line…por ora esperemos.
Destacável Jornal de Noticias 1000 + Rentáveis
Passo a publicidade ao JN para propor a leitura do seu Destacável (Edição de 05.12), em particular do artigo “A Administração Dentro de Casa” sobre Novas Tecnologias ao Serviço da Administração Publica.
Pena é que um Destacável desta natureza e tema não se encontre on-line…por ora esperemos.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
4th European eGovernment Conference
No âmbito da Presidência Portuguesa da EU realizou-se em Setembro a 4th European eGovernment Conference. Fica aqui o endereço www.egov2007.gov.pt.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
e-government: Nova definição no Reino Unido
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Já estão todos os mails convidados
Espero ver cada vez mais comentários e publicação de conteúdos originais. Isto faz parte da avaliação contínua da cadeira SIAP
De "cidadão-escravo" a "cidadão-cliente"
Os Direitos de um cidadão
Ser cidadão confere direitos e responsabilidades. Das responsabilidades, ressalta a obrigação de termos de agir de acordo com regras cívicas, de respeitarmos e cumprirmos a lei.
Um dos direitos que qualquer cidadão deve exigir é o de ter uma Administração Pública com quem se possa relacionar de uma forma rápida e eficiente, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida.
O cidadão-escravo
Imagine que entra num supermercado com o intuito de comprar 1 kg de bifes e o funcionário diz: “olhe, vai ter de trazer uma faca de casa, ir ao frigorífico buscar a peça de carne, traga cá que eu corto, depois venha cá buscá-la amanhã que nós só embalamos de um dia para o outro. Antes disso, vai ter de vir buscar a factura para ir pagar à caixa”.
A situação parece ridícula, mas se compararmos com alguns processos com que o cidadão se depara no seu relacionamento com o Estado, veremos que afinal não é tão descabida.
Não é admissível que a Administração Pública use o cidadão para fazer o seu trabalho, sob o pretexto de que é ele o principal interessado em cumprir a lei.
Quando o cidadão é obrigado a saber que só pode mudar a morada na carta de condução depois de alterar primeiro o Bilhete de Identidade; quando tem de pedir ao Estado uma certidão, emitida pelo próprio Estado, para que este lhe preste um serviço; quando tem de provar ao Estado realidades que o próprio Estado atesta; então estamos perante a redução, do cidadão, ao papel de mero escravo do sistema. E é isso que urge mudar!
E-Government
Embora quando se fala em e-Government se pense sobretudo no canal web, não é lícito dar-lhe alguma forma de exclusividade já que estamos num país que ainda mantém baixos níveis de literacia, bem como uma significativa população de idosos. Há que garantir que o cidadão possa interagir com o Estado através de diferentes canais (presencial, telefónico e internet) que se encontram integrados para que o cidadão possa pedir um serviço por via telefónica, ser notificado da sua conclusão por correio electrónico e ir a um balcão levantar os documentos, apenas guiado pela sua preferência e comodidade.
Assim, torna-se necessário o desenvolvimento homogéneo dos diversos canais de interacção, possibilitando a relação com o Estado de forma diversificada. É fundamental que o cidadão possa aceder a informação e aos serviços da Administração Pública utilizando os canais que lhes sejam mais convenientes e de fácil utilização
Não é suficiente disponibilizar canais de interacção em que os serviços primam pela quantidade e não pela qualidade. Antes de oferecer um serviço de forma inovadora, deve-se aproveitar a oportunidade para redefinir o processo ou processos que o sustentam. A preocupação deve ser de facultar serviços integrados que facilitem a vida ao cidadão em vez de procedimentos complexos e confusos para o comum dos mortais.
O que é então o e-government e para que serve?
- Uma forma de colocar os cidadãos no centro de tudo.
- Uma forma de saber aproveitar a tecnologia para facilitar a vida ao cidadão.
- Ser capaz de suportar a transformação dos organismos públicos em organismos mais abertos, responsáveis e eficientes.
- Uma forma de garantir a integração dos processos ao longo de toda a Administração Pública para que o cidadão não tenha de conviver com um sistema burocrático, antiquado e desajustado do mundo actual.
- Uma forma de mostrar ao cidadão que ele tem direito a ter uma entidade que se preocupa em simplificar-lhe a vida, que o trata como Cliente e que não deixa que o tratem como escravo.
- Transformar “o cidadão –escravo” em “O cidadão cliente”
(Alguns excertos retirados da internet, com as devidas adptações)
Ser cidadão confere direitos e responsabilidades. Das responsabilidades, ressalta a obrigação de termos de agir de acordo com regras cívicas, de respeitarmos e cumprirmos a lei.
Um dos direitos que qualquer cidadão deve exigir é o de ter uma Administração Pública com quem se possa relacionar de uma forma rápida e eficiente, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida.
O cidadão-escravo
Imagine que entra num supermercado com o intuito de comprar 1 kg de bifes e o funcionário diz: “olhe, vai ter de trazer uma faca de casa, ir ao frigorífico buscar a peça de carne, traga cá que eu corto, depois venha cá buscá-la amanhã que nós só embalamos de um dia para o outro. Antes disso, vai ter de vir buscar a factura para ir pagar à caixa”.
A situação parece ridícula, mas se compararmos com alguns processos com que o cidadão se depara no seu relacionamento com o Estado, veremos que afinal não é tão descabida.
Não é admissível que a Administração Pública use o cidadão para fazer o seu trabalho, sob o pretexto de que é ele o principal interessado em cumprir a lei.
Quando o cidadão é obrigado a saber que só pode mudar a morada na carta de condução depois de alterar primeiro o Bilhete de Identidade; quando tem de pedir ao Estado uma certidão, emitida pelo próprio Estado, para que este lhe preste um serviço; quando tem de provar ao Estado realidades que o próprio Estado atesta; então estamos perante a redução, do cidadão, ao papel de mero escravo do sistema. E é isso que urge mudar!
E-Government
Embora quando se fala em e-Government se pense sobretudo no canal web, não é lícito dar-lhe alguma forma de exclusividade já que estamos num país que ainda mantém baixos níveis de literacia, bem como uma significativa população de idosos. Há que garantir que o cidadão possa interagir com o Estado através de diferentes canais (presencial, telefónico e internet) que se encontram integrados para que o cidadão possa pedir um serviço por via telefónica, ser notificado da sua conclusão por correio electrónico e ir a um balcão levantar os documentos, apenas guiado pela sua preferência e comodidade.
Assim, torna-se necessário o desenvolvimento homogéneo dos diversos canais de interacção, possibilitando a relação com o Estado de forma diversificada. É fundamental que o cidadão possa aceder a informação e aos serviços da Administração Pública utilizando os canais que lhes sejam mais convenientes e de fácil utilização
Não é suficiente disponibilizar canais de interacção em que os serviços primam pela quantidade e não pela qualidade. Antes de oferecer um serviço de forma inovadora, deve-se aproveitar a oportunidade para redefinir o processo ou processos que o sustentam. A preocupação deve ser de facultar serviços integrados que facilitem a vida ao cidadão em vez de procedimentos complexos e confusos para o comum dos mortais.
O que é então o e-government e para que serve?
- Uma forma de colocar os cidadãos no centro de tudo.
- Uma forma de saber aproveitar a tecnologia para facilitar a vida ao cidadão.
- Ser capaz de suportar a transformação dos organismos públicos em organismos mais abertos, responsáveis e eficientes.
- Uma forma de garantir a integração dos processos ao longo de toda a Administração Pública para que o cidadão não tenha de conviver com um sistema burocrático, antiquado e desajustado do mundo actual.
- Uma forma de mostrar ao cidadão que ele tem direito a ter uma entidade que se preocupa em simplificar-lhe a vida, que o trata como Cliente e que não deixa que o tratem como escravo.
- Transformar “o cidadão –escravo” em “O cidadão cliente”
(Alguns excertos retirados da internet, com as devidas adptações)
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
A opinião de um juiz
Pela qualidade do texto, penso que devo divulgar.
É público e notório que existem MUITOS funcionários públicos que não fazem nenhum e outros que, mesmo fazendo alguma coisa, são manifestamente incompetentes. E, é também certo, raramente ou nunca lhes acontece alguma coisa.
Porém, isso é culpa deles, funcionários? Ou não será de um Estado que, desde sempre, assim o permite?
Mais, quem tem um MÍNIMO de conhecimento do funcionalismo público também sabe que existem alguns funcionários que fazem por si e pelos outros - exactamente graças a estes é que o Estado ainda existe.
Pergunto: é justo que estes, os bons, comam pela mesma medida dos maus?
É ÓBVIO que é imprescindível começar a diferenciar os bons dos maus. Mas pergunto, de novo: NÃO SERÁ QUE É POR AÍ QUE SE DEVE COMEÇAR? Ou é justo que se comece por pôr todos no mesmo saco, retirando-lhes direitos que adquiriram quando ingressaram na função?
Depois, há tudo aquilo que o povo desconhece: por exemplo, sabiam que os funcionários judiciais podem passar ANOS - repito, ANOS - a mais de 300 Km de casa? Tenho vários destes no meu tribunal. E não me esqueço da funcionária que tive em Benavente, que saía de casa (em LEIRIA) às 6h00 da manhã para vir de TRANSPORTES para o tribunal, onde chegava DUAS HORAS DEPOIS. Trabalhava que nem uma moura e, às 20h00, voltava para casa. Onde chegava pelas 22h00. Em regra, por essa altura já os filhos dela (com 1 e 3 anos) estavam deitados. Ela aproveitava então para, no PC dela, fazer actas...
E agora? Agora come com menos reforma, menos direitos, congelamentos...
E, pelos vistos, parece não ter direito a protestar. Porquê? Porque parece que há outros que não fazem nenhum...
Justo? Não creio.
Por fim: é justo que os problemas financeiros do Pais sejam pagos à custa dos funcionários públicos? Só por má fé se pode dizer que sim. E, no entanto, é o que está actualmente a acontecer...
Poupa-se nos aeroportos? Nos TGV's? Nos estádios de futebol para a Palestina? Nas reformas dos políticos? Não. Poupa-se nos salários dos FP's, nas suas reformas.
E resulta? CLARO QUE SIM! AFINAL, OS FP'S SÃO A MINORIA ODIADA DE TODOS OS DEMAIS PORTUGUESES. Tudo o que seja bater neles, é sucesso político garantido.
Nos entretantos, fazem-se aeroportos, TGV's, estádios na Palestina, gastam-se milhões em Timor, etc., etc., etc. e o povo... cantando e rindo.
Agora, aparecem os FP's a querer fazer greve.
Então digo isto:
no meio de toda esta merda,
parece que só mesmo os FP's é que ainda estão vivos.
De resto,
o povo português morreu há muito .
É público e notório que existem MUITOS funcionários públicos que não fazem nenhum e outros que, mesmo fazendo alguma coisa, são manifestamente incompetentes. E, é também certo, raramente ou nunca lhes acontece alguma coisa.
Porém, isso é culpa deles, funcionários? Ou não será de um Estado que, desde sempre, assim o permite?
Mais, quem tem um MÍNIMO de conhecimento do funcionalismo público também sabe que existem alguns funcionários que fazem por si e pelos outros - exactamente graças a estes é que o Estado ainda existe.
Pergunto: é justo que estes, os bons, comam pela mesma medida dos maus?
É ÓBVIO que é imprescindível começar a diferenciar os bons dos maus. Mas pergunto, de novo: NÃO SERÁ QUE É POR AÍ QUE SE DEVE COMEÇAR? Ou é justo que se comece por pôr todos no mesmo saco, retirando-lhes direitos que adquiriram quando ingressaram na função?
Depois, há tudo aquilo que o povo desconhece: por exemplo, sabiam que os funcionários judiciais podem passar ANOS - repito, ANOS - a mais de 300 Km de casa? Tenho vários destes no meu tribunal. E não me esqueço da funcionária que tive em Benavente, que saía de casa (em LEIRIA) às 6h00 da manhã para vir de TRANSPORTES para o tribunal, onde chegava DUAS HORAS DEPOIS. Trabalhava que nem uma moura e, às 20h00, voltava para casa. Onde chegava pelas 22h00. Em regra, por essa altura já os filhos dela (com 1 e 3 anos) estavam deitados. Ela aproveitava então para, no PC dela, fazer actas...
E agora? Agora come com menos reforma, menos direitos, congelamentos...
E, pelos vistos, parece não ter direito a protestar. Porquê? Porque parece que há outros que não fazem nenhum...
Justo? Não creio.
Por fim: é justo que os problemas financeiros do Pais sejam pagos à custa dos funcionários públicos? Só por má fé se pode dizer que sim. E, no entanto, é o que está actualmente a acontecer...
Poupa-se nos aeroportos? Nos TGV's? Nos estádios de futebol para a Palestina? Nas reformas dos políticos? Não. Poupa-se nos salários dos FP's, nas suas reformas.
E resulta? CLARO QUE SIM! AFINAL, OS FP'S SÃO A MINORIA ODIADA DE TODOS OS DEMAIS PORTUGUESES. Tudo o que seja bater neles, é sucesso político garantido.
Nos entretantos, fazem-se aeroportos, TGV's, estádios na Palestina, gastam-se milhões em Timor, etc., etc., etc. e o povo... cantando e rindo.
Agora, aparecem os FP's a querer fazer greve.
Então digo isto:
no meio de toda esta merda,
parece que só mesmo os FP's é que ainda estão vivos.
De resto,
o povo português morreu há muito .
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Portugal nos "tops" do "e-government" europeu

Num ano, Portugal avançou vários degraus no governo electrónico.
Portugal está nos primeiros lugares do ranking europeu de e-government, o acesso a serviços do governo através da internet.
São dois os critérios que estabelecem o ranking: a disponibilidade dos serviços públicos on line e a sofisticação desses mesmos serviços.
Por exemplo, se permitem interactividade com o cidadão.
- No item da disponibilidade, Portugal encontra-se no terceiro lugar, só ultrapassado pela Áustria (o primeiro) e Malta. A Eslovénia está na quarta posição e a Alemanha na sétima. A Finlândia, país sobejamente usado como paradigma de desenvolvimento, é relegado para o 12.º lugar.
- Quanto à sofisticação, Portugal consegue um quarto lugar. No topo está a Áustria, seguindo-se a Eslovénia e Malta. A "gigante" Alemanha fica-se no 9.ª lugar.
- A performance de Portugal tem vindo a melhorar. Há dois anos, na componente disponibilidade, estava no 14.º lugar; o ano passado chegou ao 10.º e agora consegue o terceiro.
- Quanto à sofisticação, a subida também foi brutal: 13.º em 2005, 11.º no ano passado e agora o 4.º. Ontem, em Lisboa, a coordenadora do projecto de investigação do governo electrónico na Europa, a sueca Madeleine Siosteen-Thiel, afirmou a necessidade de haver uma maior cooperação entre países nos projectos de investigação.
(Diário Noticias de 20-09-2007)
Os slides já estão na página da cadeira
Já publiquei na página da cadeira os primeiros 79 slides, em http://egovernment.no.sapo.pt
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Boa tarde
Para quem tem interesse por informação geográfica, descubram um produto publicado na Internet pela C.M. de Cascais em http://sig.cm-cascais.pt/sig/html/index1024.asp
Contém um Sistema de Informação Geográfica (SIG) que permite ao público em geral aceder a informação útil do concelho de uma forma geograficamente referenciada.
Permite acesso imediato a um vasto conjunto de informação geográfica, transversal a áreas tão distintas como:
-Urbanismo;
-Património;
-Cultura;
-Desporto;
-Ambiente;
-etc..
Permite ainda acentuar a democratização e comodidade operacional no acesso ao PDM, assim como a informação técnica sobre processos de urbanismo e obras previstas.
Para o efeito, basta accionar meia dúzia de cliques perfeitametne identificados no respectivo manuel de utilização e já está!
Esta inovação da Câmara Municipal de Cascais, representa uma melhoria substancial nos serviços prestados aos munícipes e um salto qualitativo em termos de modernização, de transparência e de rendibilidade dos recursos (escassos) da nossa Administração Pública.
Vejam com as orelhas e oiçam com os olhos!
Está "simplexmente" ... no caminho certo!!!
http://sig.cm-cascais.pt
Cumprimentos
António Marciano
Para quem tem interesse por informação geográfica, descubram um produto publicado na Internet pela C.M. de Cascais em http://sig.cm-cascais.pt/sig/html/index1024.asp
Contém um Sistema de Informação Geográfica (SIG) que permite ao público em geral aceder a informação útil do concelho de uma forma geograficamente referenciada.
Permite acesso imediato a um vasto conjunto de informação geográfica, transversal a áreas tão distintas como:
-Urbanismo;
-Património;
-Cultura;
-Desporto;
-Ambiente;
-etc..
Permite ainda acentuar a democratização e comodidade operacional no acesso ao PDM, assim como a informação técnica sobre processos de urbanismo e obras previstas.
Para o efeito, basta accionar meia dúzia de cliques perfeitametne identificados no respectivo manuel de utilização e já está!
Esta inovação da Câmara Municipal de Cascais, representa uma melhoria substancial nos serviços prestados aos munícipes e um salto qualitativo em termos de modernização, de transparência e de rendibilidade dos recursos (escassos) da nossa Administração Pública.
Vejam com as orelhas e oiçam com os olhos!
Está "simplexmente" ... no caminho certo!!!
http://sig.cm-cascais.pt
Cumprimentos
António Marciano
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
S. Exª o Papel
Na aula, enquanto o professor falava sobre o PAPEL, paradoxo da (in)Produtividade, lembrei-me dos Gatos Fedorentos.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Processos Básicos da AP
O Estudo "Processos básicos da Administração Pública de interesse para os cidadãos e agentes económicos" da APDSI está publicado no site da cadeira
Portugal retoma o topo nas avaliações sobre e-Government na Europa e no mundo
Portugal na 7ª edição, desde 2001, do BENCHMARKING THE SUPPLY OF ONLINE PUBLIC SERVICES, encomendado à Capgemini e publicado no mês passado, atingiu as posições mais elevadas de sempre do ranking dos países europeus:
3º lugar na Disponibilização de Serviços Online
4º lugar na Sofisticação técnica (Sobretudo para as Empresas)
Ver o relatório "2007 Leadership in Customer Service: Delivering on the Promise" no sítio da Accenture
Será interessante comparar também com o Estudo da Brown University e ver o Estudo da União Europeia de Junho 2006
3º lugar na Disponibilização de Serviços Online
4º lugar na Sofisticação técnica (Sobretudo para as Empresas)
Ver o relatório "2007 Leadership in Customer Service: Delivering on the Promise" no sítio da Accenture
Será interessante comparar também com o Estudo da Brown University e ver o Estudo da União Europeia de Junho 2006
domingo, 4 de novembro de 2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
e-GOVERNMENT E EMPREENDEDORISMO:
Amigos para sempre?
“O espírito empresarial é a capacidade dos indivíduos de converter ideias em actos. Compreende a criatividade, a inovação e a assunção de riscos e, bem assim, a capacidade de planear e gerir projectos com vista a alcançar objectivos”
(Definição de empreendedorismo proposta pela Comissão Europeia em 2005)
No decorrer da última aula e à medida que o professor ia explanando a matéria, dei comigo a pensar como pode ser determinante o papel do e-government (e-gov) no desenvolvimento futuro do País, ao permitir ganhos evidentes em termos de eficácia e eficiência, o acesso mais alargado à informação, a melhoria acentuada dos tempos de resposta e proximidade da administração aos cidadãos.
Ao longo da minha actividade profissional tive oportunidade de conviver de perto com o chamado “tecido económico local” e desse modo conhecer as suas reacções, expectativas, críticas, enfim, o feedback à actividade desenvolvida pelo município e como essa actividade se repercute no tecido económico e em particular na vida das empresas.
A opinião deles, na generalidade dos casos, é que muitas vezes a vontade política dos executivos não é condizente depois com a prática do “sistema”. Desde o multiplicar de procedimentos que consideram em muitos casos serem repetitivos e redundantes, à morosidade na sua apreciação, e um processo de tomada de decisões que muitas vezes tem apenas em consideração o ponto de vista da estrita legalidade dos procedimentos.
Se isso dificulta a vida daqueles que já estão instalados, como facilmente se compreenderá para aqueles que querem iniciar a sua actividade a dificuldade é ainda maior e foi a este ponto que o meu pensamento me conduziu na aula e acabei por expressar na folha de papel que tinha à minha frente do seguinte modo:
“O espírito empresarial é a capacidade dos indivíduos de converter ideias em actos. Compreende a criatividade, a inovação e a assunção de riscos e, bem assim, a capacidade de planear e gerir projectos com vista a alcançar objectivos”
(Definição de empreendedorismo proposta pela Comissão Europeia em 2005)
No decorrer da última aula e à medida que o professor ia explanando a matéria, dei comigo a pensar como pode ser determinante o papel do e-government (e-gov) no desenvolvimento futuro do País, ao permitir ganhos evidentes em termos de eficácia e eficiência, o acesso mais alargado à informação, a melhoria acentuada dos tempos de resposta e proximidade da administração aos cidadãos.
Ao longo da minha actividade profissional tive oportunidade de conviver de perto com o chamado “tecido económico local” e desse modo conhecer as suas reacções, expectativas, críticas, enfim, o feedback à actividade desenvolvida pelo município e como essa actividade se repercute no tecido económico e em particular na vida das empresas.
A opinião deles, na generalidade dos casos, é que muitas vezes a vontade política dos executivos não é condizente depois com a prática do “sistema”. Desde o multiplicar de procedimentos que consideram em muitos casos serem repetitivos e redundantes, à morosidade na sua apreciação, e um processo de tomada de decisões que muitas vezes tem apenas em consideração o ponto de vista da estrita legalidade dos procedimentos.
Se isso dificulta a vida daqueles que já estão instalados, como facilmente se compreenderá para aqueles que querem iniciar a sua actividade a dificuldade é ainda maior e foi a este ponto que o meu pensamento me conduziu na aula e acabei por expressar na folha de papel que tinha à minha frente do seguinte modo:
Quero eu dizer com isto que a Sociedade da Informação conduz à Sociedade do Conhecimento, sendo estas as ferramentas essenciais do empreendedorismo.
Mas o empreendedorismo só consegue frutificar num ambiente de inovação, criatividade e capacidade de assunção de riscos, tudo isto princípios que a administração por norma demonstra grande dificuldade em aceitar, sendo que esta atitude tem várias origens: nos “medos” e “espírito de conservação da espécie”, na necessidade de “defesa do quintal”, na corrupção, etc., etc..
Como se isto não bastasse (se calhar talvez por isso) observamos que a sociedade portuguesa continua a ser marcada, entre outros aspectos:
- por uma grande dependência das organizações sociais e económicas dos poderes públicos e dos aparelhos administrativos do Estado e das autarquias locais;
- por um sistema político “fechado” e centralista bloqueador/inibidor da participação do cidadão;
- por um baixo nível de racionalidade e eficiência na aplicação e utilização dos recursos disponíveis.
Enfim, um conjunto de características que dificultam a sua inserção no mundo moderno de hoje e que acabam por “alimentar” e “proteger” o funcionamento do sistema actual.
Ora as sociedades modernas e competitivas caracterizam-se, pelo contrário, pela adopção alargada, nas esferas política, económica, social e cultural, de modelos de organização e funcionamento em “rede”, exigidos pelas condições da revolução científica e técnica e favorecidos pelos modernos meios de informação e comunicação, contribuindo desse modo para o acesso generalizado à informação/prestação de serviços.
É da história: o Estado (central, regional e local) pode “mudar” quer por acção consciente e deliberada de topo, quer por efeito da pressão e exigência social, raramente acontecendo que essas duas “energias” se produzam em simultaneidade e convergência. Isso aconteceu logo após o 25 de Abril, mas não está a acontecer (quando até podia acontecer) no actual processo de reforma do Estado. E é aqui que o e-Gov pode ter um papel decisivo, na transformação para uma administração orientada para o cliente, visando a satisfação das suas necessidades e não da burocracia, impondo uma maior democratização e abertura da administração a qual, perante um pedido do cidadão, deixe de ter uma linguagem meramente binária de sim ou não e colocar-se do “lado de lá” e dizer “vamos pensar na forma como resolver o seu assunto”.
Estando aí as ferramentas tecnológicas, penso que a chave do problema residirá sobretudo no factor humano, o que exige uma condução política forte e persistente na mudança de atitude, evitando contudo o risco da mudança do paradoxo, passando a ser a máquina a por e a dispor como Hal 9000 no filme de Kubrick.
E nesse sentido nada melhor do que transcrever o que disse Manuel Castells in “A Sociedade em Rede”, Cap 3 – A Empresa em Rede (pág. 226):
“A maioria dos métodos de incentivo à participação dos trabalhadores, experimentados pelas empresas japonesas, suecas e norte-americanas, exigia uma mudança de mentalidades mais do que uma mudança tecnológica. O maior obstáculo na adaptação da empresa vertical às exigências de flexibilidade da economia global foi a rigidez das culturas empresariais tradicionais. Além disso, no momento da sua difusão maciça nos anos 80, supunha-se que as tecnologias de informação fossem o instrumento mágico para reformar e transformar a empresa industrial. Mas a sua introdução, sem a necessária transformação organizacional, agravou de facto os problemas de rigidez e burocratização. Os controlos informáticos causaram ainda mais interrupções do que os tradicionais canais de autoridade (face a face), onde ainda havia lugar para alguma forma de negociação implícita”.
Cascais, 29 de Outubro de 2007.
António Marciano
domingo, 28 de outubro de 2007
sábado, 27 de outubro de 2007
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Atenção ao Multicanal
Não confundir serviço universal e-Government, proposto pela UE para 2010, com a % de população que tem acesso à internet. Para isso devem ser considerados outros canais (front office), tais como o telefone (call centers), quiosques electrónicos, espaços públicos internet e sobretudo o atendimento pessoal intermediado por funcionários qualificados (a que eu chamo "agentes de cidadania"), que deverão apoiar os cidadãos que ainda se encontram excluídos das oportunidades oferecidas pelo canal Web. A grande diferença é que o "back office" será constituído pela mesma plataforma internet e os mesmos serviços deverão ser disponibilizados a todos os cidadãos através do canal mais adequado.
Falaremos mais sobre isto na próxima aula.
Bom trabalho
Falaremos mais sobre isto na próxima aula.
Bom trabalho
As novas tecnologias constituem um princípio básico para o desenvolvimento das sociedades num mundo cada vez mais globalizado. Na sua plena acepção, ela postula redondamente o fim das velhas práticas e parâmetros tradicionais que não abonam para o desenvolvimento de uma sociedade.
Quanto aos meios, sou muito reservado, ou mesmo para ser sincero, sou crítico. "Em 2010 todos os cidadãos beneficiarão do acesso aos serviços da administração electrónica pelo canal que lhe seja mais conveniente." mas se bem que os que não tiverem acesso a Internet terão de procurar vizinhos, parentes mais próximos...etc. para fazerem face a este grande dor de cabeça que é a falta de acesso a Internet. aliás o quadro da inclusão social bem ilustra que; "a inclusão social ronda os 64%" e só o resto tem acesso a este grande bem que se chama Internet, como será possível que até 2010 todos os cidadãos beneficiarão do acesso ao serviço da administração electrónica?
No meu ponto de vista faltam apenas 2 anos e 2 meses praticamente, para atingirmos a meta (2010) que significará uma viragem no que diz respeito a reforma no "Sistema de informação na Administração Pública". Para tal é necessário que se crie uma plataforma de apoios no sentido de galvanizar todos os desprotegidos da sociedade a usufruírem das vantagens a que têm direito.
Em primeiro lugar há que existir uma política para combater a "Imf-Exclusão":
- Tecnofobia
- Pobreza
- Desinteresse
- Inabilidade
- Literacia.
Em suma, assim acautelada sociedade, assumirá uma importância marcante, contudo em dimensões sócio-económicos e culturais, e sobretudo, sabe-se que a promoção de alto nível, em aspectos peculiares de tal maneira que toda a sociedade venha a consciencializar-se da grande mudança, beneficiará a todos.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Pedido de certidão permanente
No outro dia um amigo meu pediu-me para o ajudar, ele criou uma nova firma e queria ter acesso ao registo comercial dessa empresa.
Como sempre fiz fui ao Site Portal do Cidadão - Página Inicial de Certidões Online.
Fiquei um pouco confusa porque não consegui pedir a certidão e depois de vários telefonemas é que percebi o que se passava.
Parece que agora está tudo muito mais simples ora vejam este site ttp://www.portaldaempresa.pt
Através deste serviço permite-se que qualquer entidade cujo registo esteja na base de dados do SIRCOM (Sistema de Informação do Registo Comercial) possa ter uma certidão permanentemente disponível por Internet, assegurando-se que enquanto essa certidão estiver online nenhuma entidade pública ou privada possa exigir de quem aderiu a este serviço uma certidão em papel.
Então é assim, para quem tem uma firma pode esquecer aquela tragédia, cada vez que era preciso tinhamos de pedir uma certidão para depois recebermos o tal papel com o selo branco, ESQUEÇAM
É muito simples é só seguir os seguintes passos:
Carregamos no lado esquerdo do site onde diz Certidão On-line em pedido de certidão de permanente, na página seguinte fazer executar serviço, preencher o formulário e continuar por aí a fora.
Depois do processo concluído, dão-nos a referência de Multibanco para se efectuar um pagamento de 59 Euros (esta é a pior parte) só depois de pagarmos é que nos é fornecido um CÒDIGO que enviam para o nosso e-mail.
Esse CÓDIGO DE ACESSO vem substituir a famosa certidão em papel, é válido para todas as entidades públicas e privadas que nos pesam a certidão, basta eles próprios irem ao site e colocar o código de aceso e no ecrã aparece toda a descrição da empresa com todas as actualizações.
Fácil, não é!!!!
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Não façam apenas comentários
Publiquem vocês próprios textos no Blog a propósito das aulas de "Sistemas de Informação na Administração Pública" em http://www.blogger.com/home
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Fotos da Aula de 17 de Outubro

Aqui fica um testemunho fotográfico da aula de 17/10/2007, incluindo o Rui Silva a criar o blog do curso de Administração e Gestão Pública do ISCAD.Espero ver também algumas fotografias carregadas por vós.
A aprendizagem também deve ter aspectos lúdicos.
Um abraço a todos e bom trabalho.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Aula de 17/10/2007
Aqui estão os slides que apresentei na aula do dia 18/10/2007.
Espero os vossos comentários, quer sejam controvérsias, exemplos práticos, situações vividas por cada um de vós, etc.
Não se inibam! Publiquem e comentem as publicações uns dos outros.
Fico à espera e não se esqueçam que este blog fará parte da avaliação contínua da cadeira.
domingo, 14 de outubro de 2007
Bem vindos ao Blog do ISCAD-SIAP
Neste espaço será publicada a documentação e os comentários dos alunos
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